Sempre haverá uma Forma de Superar – A História de Superação de Kamila

Iniciando a divulgação do Maio Roxo, Mês de Conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais, compartilhamos o vídeo da Palestra “Sempre Haverá uma Forma de Superar” ministrada por Kamila Rúbia Fernandes, no 2º Congresso do Leste Mineiro de Doenças Inflamatórias Intestinais, evento promovido anualmente pela ALEMDII.

Kamila tem Retocolite Ulcerativa e apresenta sua trajetória de superação demonstrando que podemos superar as adversidades, por mais que elas pareçam difíceis.

Parabéns pelo exemplo e obrigada por permitir que compartilhássemos sua história para todos Kamila!

Assista a palestra na íntegra:

 

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FODMAPs e as Doenças Inflamatórias Intestinais

Por: Karla Dupin de Almeida e Patrícia Nayara Estevam

O QUE SÃO FODMAPs?

Segundo dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (2017), sintomas como o excesso de gases, diarreia ou intestino preso e inchaço abdominal são condições que podem estar diretamente relacionadas com o consumo de determinados alimentos e sua má digestão. Tais sintomas acometem grande parte da população em geral, porém, para quem possui alguma doença inflamatória intestinal (DII), isso pode se tornar mais recorrente do que imaginamos.

Alguns recursos terapêuticos vêm sendo estudados para o tratamento eficaz destes sintomas, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e o bem estar do paciente, um deles é a dieta com baixo teor de FODMAPs. Mas afinal de contas, você sabe o que são eles?

O termo parece complexo, porém, hoje vamos entender melhor o que significa e porque algumas pessoas tem adotado esse tipo de estratégia em sua alimentação.

      A palavra FODMAPs representa as iniciais em inglês para: Fermentable, Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols (oligosacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis).

F ermentable 

O ligosaccharides

D isaccharides

M onosaccharides

A nd

P olyols

      Na prática são um grupo de carboidratos que estão distribuídos em diversos alimentos (em sua maioria considerados saudáveis) e que são pouco absorvidos no intestino, são altamente osmóticos e rapidamente fermentados pelas bactérias que ali habitam, ocasionando produção de um grande volume de gases e distensão abdominal. Se identifica com algum desses sintomas? Confira agora a descrição de alguns alimentos ou ingredientes que contém altos teores de FODMAPs e outros que apresentam baixo teor e que portanto devem ser priorizados no momento de montar o prato:

CATEGORIA ALIMENTOS COM ALTO TEOR DE FODMAPs (EVITAR) ALIMENTOS COM BAIXO TEOR DE FODMAPs (CONSUMIR)
Frutas Maçã, pera, melancia, ameixa, manga, pêssego Abacaxi, morango, uva, kiwi, maracujá, melão, banana, limão, amora
Vegetais e leguminosas Aspargos, couve, couve-flor, brócolis, alho, cebola, alcachofra, repolho, beterraba, feijão, grão de bico Cenoura, pepino, alface, berinjela, abobrinha
Leite e derivados Leite animal (vaca, cabra e ovelha), iogurte, queijo fresco, nata, sorvete Leites vegetais (coco, arroz e amêndoa), leite sem lactose, queijos duros e bem curados
Adoçantes Sorbitol, manitol, xilitol, mel, xarope  de milho rico em frutose melaço, estévia e a maioria dos adoçantes artificiais

 

Fonte: Universidade de Monash (adaptado).

      Ainda não são totalmente esclarecidos pela comunidade científica, quais são os reais efeitos desta prática terapêutica em portadores de DII, uma vez que os dados bibliográficos disponíveis ainda são limitados. Porém, sabe-se que ela pode ajudar muito na diminuição e controle dos sintomas grastrointestinais. A dieta de baixo teor em FODMAPs deve ser sempre realizada em contexto clínico, com o devido acompanhamento de um Nutricionista para evitar possíveis deficiências nutricionais, pois esta abordagem tem um caráter restritivo, podendo colocar em risco o estado nutricional do doente assim como alterar a microbiota intestinal.

Dicas da Nutris:

  • Para o indivíduo que não sente desconforto ao consumir alimentos que contenham FODMAPs, não há motivo para que estes alimentos sejam eliminados da dieta, principalmente pelo fato de a maioria deles serem muito saudáveis.

  • Deixar as leguminosas como o feijão e o grão de bico de remolho de um dia para o outro ajuda a diminuir a concentração de FODMAPs nesses alimentos.

  • Essa estratégia alimentar é prescrita temporariamente (normalmente de 4 a 6 semanas) e a reintrodução dos alimentos ricos em FODMAPs é realizada aos poucos até que os gatilhos sejam identificados.

  • Procure sempre um profissional habilitado para orientá-lo e cuide-se!

Referências Bibliográficas Consultadas:

  • Catassi GCELSGC. The Low FODMAPS Diet: Many Question Marks for a Catchy Acronym. 2017:9.
  • O’Keeffe M, Lomer MC. Who should deliver the low FODMAP diet and what educational methods are optimal: a review. J Gastroenterol Hepatol. 2017; 32 Suppl 1:23-26.
  • Ferreira, M.Z.V.B. Aplicabilidade de uma dieta de baixo teor em FODMAPs na Doença Inflamatória Intestinal .Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 2018.
  • Krause : alimentos, nutrição e dietoterapia/ L. Kathleen Mahan, Sylvia Escott-Stump, Janice L. Raymond; [tradução Claudia Coana et al.].- Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
  • FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA (Brasil). Dieta com baixo teor de fodmaps. 2017. Disponível em: <http://www.fbg.org.br/Publicacoes/Noticia/detalhe/5>. Acesso em: 03 mar. 2017.
  • MAAGAARD, Louise et al. Follow-up of patients with functional bowel symptoms treated with a low FODMAP diet. World Journal Of Gastroenterology, v. 22, n. 15, p.4009-4019, 2016.

 

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. (William Shakespeare)

 

Karla Dupin de Almeida Nutricionista (CRN9: 22497)
Patrícia Nayara Estevam. Nutricionista (CRN9: 22025)

Karla Dupin de Almeida e Patrícia Nayara Estevam são nutricionistas voluntárias da ALEMDII, formadas pelo UNEC, Centro Universitário de Caratinga.

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A Importância da Alimentação nas Doenças Inflamatórias Intestinais

Alimentação é mais que ingestão de nutrientes. Ela envolve características sociais e culturais que afetam diretamente a saúde humana. A alimentação saudável e equilibrada é fundamental para que todos os indivíduos, doentes ou não, tenham uma boa qualidade de vida.

O conceito de alimentação saudável e equilibrada é lindo, não é mesmo? Hoje em dia somos bombardeados a todo momento e em todos os lugares com informações sobre alimentação: O ovo tadinho, passou anos sendo vilão de nossas refeições e hoje é considerado um dos melhores e mais completos alimentos do mundo. O tão tradicional pãozinho francês e o leite de vaca foram demonizados pela presença do glúten e da lactose, respectivamente. E a dieta Low Carb? Pode ou não fazer? Suco verde detoxifica o fígado mesmo? De fato, falar de nutrição gera muitas dúvidas!

Agora pare e pense na seguinte situação: ser proibido de comer seus alimentos preferidos, recusar sair com os amigos para uma festa de aniversário repleta de docinhos e salgadinhos deliciosos, ter medo de realizar refeições em público e ter sempre que ficar perguntando onde fica o banheiro. Perece estranho para você? Então saiba que essa é a realidade dos portadores de Doenças Inflamatórias intestinais (DIIs).

Dor e distensão abdominal, cólicas, náuseas, vômitos, diarreia, emagrecimento e desnutrição são alguns dos sintomas que podem ser manifestados pelos portadores e a alimentação se encontra diretamente relacionada com esses sintomas, uma vez que poderá agravá-los ou amenizá-los.

 

 

O plano alimentar do paciente com DII deve ser individualizado e deverá considerar algumas características, como por exemplo:

  • Quais sintomas são manifestados;
  • Qual parte do trato gastrointestinal está acometido pela doença;
  • Se o paciente se encontra em estado de crise ou remissão;
  • Presença de deficiências de micronutrientes (ferro, vitamina B12 e vitamina D, por exemplo);
  • Presença de intolerâncias e alergias alimentares (lactose, glúten), entre outras.

Não existem evidências científicas que comprovem que a inclusão ou exclusão de determinados alimentos na rotina alimentar possam prevenir ou curar as DIIs. Porém, sabemos que nossas escolhas alimentares trazem diretamente um impacto ao nosso organismo. Você é o que você come! Sendo assim, o paciente deve saber reconhecer quais alimentos, para ele, pioram o quadro inflamatório e agravam os sintomas para que possa evitá-los.

A terapia nutricional nas DIIs tem como objetivo: diminuir a atividade da doença, manter e/ou recuperar o estado nutricional do paciente, aumentar o tempo de remissão da doença, reduzir as indicações cirúrgicas e as complicações pós-operatórias.

 

Dicas das Nutris:

Evite o consumo de alimentos processados e ultraprocessados como os refrigerantes, salgadinhos de pacote, macarrão instantâneo, bolachas recheadas, etc (tudo aquilo que são calorias vazias e não nos trazem os nutrientes que necessitamos);

Reserve um tempo do seu dia para selecionar e preparar suas próprias refeições. Dessa forma você terá a certeza do que estará consumindo e poderá ficar despreocupado;

Seja criativo na cozinha. Invente receitas novas, utilizando ingredientes que você possa comer e não piore os sintomas;

Ingira bastante líquidos (água, água de coco e sucos de frutas coados);

Escute seu corpo: saiba identificar os alimentos que lhe faz mal e evite consumi-los ao máximo;

Faça um acompanhamento com um nutricionista. Relate seus sintomas e anseios, não tenha medo de falar o que está acontecendo. Ele poderá te direcionar a respeito do melhor tratamento a ser feito e da necessidade de suplementação de alguns nutrientes que não estão sendo alcançados pela alimentação.

 

Referências Bibliográficas:

  • Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
  • Silva, Sandra Maria Chemin Seabra da. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia I Sandra Maria Chemin Seabra da Silva, Joana D’ Are Pereira Mura. – 2.ed.- São Paulo: Roca, 2010.
  • Tavares, L. F, et al. Gastronomia na promoção da saúde; doença inflamatória intestinal/ São Paulo: Springer Health do Brasil, 2016.

 

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.
(William Shakespeare)
  • Autoras do texto:
Karla Dupin de Almeida – Nutricionista
Patrícia Nayara Estevam. – Nutricionista

 

 

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Representantes da ALEMDII participarão do 2º Congresso Brasileiro de DII

Nos dias 29 a 31 de março, acontecerá em Campinas/SP o 2º Congresso Brasileiro de Doenças Inflamatórias Intestinais, promovido pelo GEDIIB.

Mantendo nosso compromisso de trazer informações seguras e atualizadas,pelo segundo ano consecutivo, a ALEMDII estará presente no evento, sendo representada por Júlia Assis e Alessandra de Souza, ambas membros do nosso comitê científico.

Sobre o2º Congresso Brasileiro de Doenças Inflamatórias Intestinais:

O 2º Congresso Brasileiro de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) 2019 será realizado na cidade de  Campinas, SP, nos dias  29, 30 e 31 março de 2019 no Centro de Convenções do Royal Palm Resorts e Hotéis, o Royal Palm Hall.com a maior e mais completa estrutura de eventos da América Latina.

O objetivo do congresso é proporcionar um ambiente de congraçamento, de troca de experiências, assim como um momento único para a discussão, aprendizado e atualização em alto nível sobre Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil e no mundo.

Em 2018, o GEDIIB organizou o 1º Congresso de DII; agora, em 2019, será a sequência ao evento com uma grande expectativa para que este seja um dos maiores evento em DII no Brasil e na América do Sul. Nos últimos anos, o Workshop do GEDIIB tornou-se a principal reunião de DII no Brasil, esse resultado permitiu sonharmos mais além, para nos reunirmos no 2º Congresso Brasileiro de DII.

Novamente teremos a presença de membros da área da saúde com a visão multidisciplinar em DII, como enfermeiros, nutricionistas, cirurgiões, endoscopistas, psicólogos, gastroenterologistas e coloproctologistas.

Além dos palestrantes nacionais já temos confirmados 10 palestrantes internacionais, todos escolhidos baseados nas suas experiências em DII.

Confira todas as informações no site do evento: www.congressodii.com.br

 

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FOPADII, um Marco Histórico para as DIIs no Brasil

O I Fórum de Pacientes com Doença Inflamatória Intestinal (FOPADII), aconteceu no Senado Federal, em Brasília, na última quarta-feira, dia 20. O evento teve a presença de Pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais de todo o Brasil e também contou com a presença de alguns Deputados e Senadores, médicos  e outros profissionais de saúde interessados e de especialistas.

Representantes da ALEMDII estiveram presentes como pacientes e palestrantes do evento.

Flaviany Neves, Júlia Assis e Kamila Rubia representantes da ALEMDII no I FOPADII

O fórum abordou o crescimento da prevalência e incidência das DII no Brasil, o impacto das DIIs no trabalho, a jornada do paciente , além das consequências de quando não há o tratamento adequado. Foi ressaltada a necessidade de treinamento das equipes básicas de saúde para um diagnóstico mais precoce, bem como o encaminhamento precoce para equipes especializadas a fim de não se perder a chamada “janela de oportunidade de tratamento” que evita danos estruturais incapacitantes.

Júlia Assis, presidente da ALEMDII

As dificuldades do acesso ao diagnóstico e tratamento, foi tema da palestra da Cirurgiã Dentista e presidente da ALEMDII, Júlia Assis, que apresentou dados da pesquisa “Vivendo com DII no Brasil” onde mostrou as dificuldades enfrentadas pelos pacientes com exames, medicamentos, transporte e comparando-as entre as pessoas que moram em grandes e pequenas cidades.

 

 

 

 

 

 

Alessandra de Souza, Farmacêutica, autora do Blog FarmAle

Alessandra de Souza, farmacêutica e autora do Blog Farmale (O Nosso Blog Oficial) explanou sobre como obter a correta informação nas mídias digitais. Na sua palestra, Alessandra ressaltou que as mídias digitais ajudam na divulgação de informações úteis mas que as fontes de informações técnicas mais seguras estão nos médicos especialistas e equipes de saúde multidisciplinares, desencorajando os pacientes a procurarem tratamentos só com base nas informações da internet.

 

 

 

 

 

 

A representante da CONITEC, Vânia Cristina Canuto Santos, afirmou que o PCDT da Retocolite Ulcerativa está em fase de revisão e admitiu que esta atualização é uma demanda interna e um débito do Ministério da Saúde pelo fato do PCDT da Retocolite Ulcerativa ser o mais antigo do Ministério da Saúde (sem revisão  desde 2002). A mesma ainda revelou que foi analisada a possibilidade da incorporação do biológico antiintegrina pelo SUS para Doença de Crohn mas que devido ao alto custo do medicamento, a recomendação da Conitec será desfavorável à incorporação, abrindo espaço para a discussão de valores com o fabricante.

Foi cobrado do governo a criação de câmaras técnicas para dispensação de medicações no SES e dos parlamentares, que por lá discursaram, a aprovação de leis que isentem, por exemplo, a carência e o imposto de renda. Os pacientes se queixaram ainda da maior dificuldade na obtenção das medicações do SUS desde a implantação do sistema Horus e que o grau de exigência das documentações não condiz com a atual oferta de saúde limitando o acesso ao tratamento.

Drª Marta Brenner Machado, presidente da ABCD.

A idealizadora deste marcante evento, Dra. Marta Brenner Machado, presidente da ABCD, apresentou dados da jornada dos pacientes, fruto de pesquisa de campos sociais, econômicos, culturais e de saúde dos pacientes com DII e encerrou com a expectativa desse ter sido somente o primeiro de muitos encontros nesse formato.

 

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1º Congresso Virtual Brasileiro para Pacientes com Doenças Autoimunes

Amanhã será lançado o Congresso Virtual voltado para pacientes com doenças inflamatórias crônicas autoimunes

O congresso será voltado também para os familiares e cuidadores, com o intuito de trazer informações confiáveis e de fácil acesso, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

A integração das Sociedades Médicas e Associações de Pacientes de Reumatologia e de Doença Inflamatória Intestinal, que apoiaram o projeto, permitiu a construção da agenda do Congresso visando esclarecer às dúvidas mais frequentes, comuns às doenças inflamatórias crônicas autoimunes, bem como as mais específicas de cada área.

Este primeiro congresso virtual para pacientes com doenças autoimunes é gratuito e projetado para oferecer informações confiáveis em um formato fácil para que os pacientes possam obter uma melhor qualidade de vida.

Os pacientes, seus familiares e cuidadores estão todos convidados a participar!

Os interessados podem iniciar sua participação online a partir de segunda-feira, dia 25 de Março, às 8:00h e participar até quinta-feira, dia 25 de Abril, às 23:00h.

Clique aqui para se registrar agora e não perca as informações que podem ajudá-lo a obter uma melhor qualidade de vida!

 

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Espera de Risco

Sem acesso a medicamentos excepcionais há pelo menos três meses, portadores de doenças inflamatórias intestinais têm tratamento comprometido. Associação de Caratinga oficia Ministério Público

CARATINGA- A falta de medicamentos especializados e de alto custo na Farmácia Popular tem prejudicado o tratamento de diversos pacientes. O DIÁRIO já expôs essa situação em reportagem de 22 de janeiro de 2019, que trouxe a listagem dos remédios fornecidos pelo Estado, que estão em situação de desabastecimento.
O quadro permanece e diante da gravidade, a Associação do Leste Mineiro de Pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais (ALEMDII), sediada em Caratinga, na segunda-feira (11), protocolou um ofício junto ao Ministério Público. O documento foi destinado à promotora de Justiça do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO – SAÚDE), Josely Ramos Pontes.
Os medicamentos Azatioprina 50 mg e Mesalazina (250 mg, 400 mg e 800 mg), necessários ao tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa estão zerados. “É de conhecimento dessa Promotoria a falta de medicamentos excepcionais, garantidos pelo Ministério da Saúde, e que não estão sendo distribuídos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas Gerais. Salientamos que vários pacientes estão sem as respectivas medicações a mais de três meses, com agravo substancial em seu quadro de saúde, alguns inclusive com recidivas das doenças, sendo levados a internações e cirurgias”, frisou a presidente da Associação, Júlia Gonçalves Araújo Assis.
A ALEMDII solicitou ao MP que informe se há um prazo para que a distribuição destes medicamentos seja regularizada e, caso não haja, a viabilidade de acionar a SES através da Promotoria de Saúde com denúncia formal.

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Estado não tem abastecido Centro de Atenção Farmacêutico com medicamentos necessários ao tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa

Fonte: Jornal Diário de Caratinga

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Diante de falta de fornecimento dos medicamentos Azatioprina e Mesalazina, pelo Governo Estadual, ALEMDII faz representação junto ao MPMG

A Associação do Leste Mineiro de Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais (ALEMDII) esteve na segunda-feira passada (11/03), junto ao Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte, protocolando um ofício informando a falta dos medicamentos Azatioprina e Mesalizina usados para o tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa – que não vêm sendo distribuídos pelo Governo Estadual – causando prejuízos à saúde dos pacientes.

O jornalismo do Super Canal conversou com a presidente da associação, Júlia Assis, que informou que em Minas Gerais o fornecimento destes medicamentos está um verdadeiro caos.

Segundo ela, são meses com os medicamentos em falta e vários pacientes estão sofrendo e tendo o tratamento comprometido.

O fornecimento destes medicamentos, conforme explicado por Júlia, é de responsabilidade do Governo de Minas, através da Saúde MG, que não tem cumprido com seu papel.

Questionada sobre as próximas providências a serem tomadas, a presidente da ALEMDII, primeiramente, esclareceu que membros da associação foram muito bem recebidos pela Promotora de Justiça, e que aguardam resposta da Secretaria de Estado de Saúde sobre prazos da normalização da distribuição que é garantida a todos os pacientes de Doenças Inflamatórias Intestinais.

 

Fonte: TV Super Canal

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Como a poluição do ar pode prejudicar a saúde do seu intestino

carros
Acredita-se que a poluição do ar proveniente de fontes como a fumaça do carro pode alterar o microbioma intestinal, levando à inflamação (Crédito: Getty Images)

Embora não se entenda exatamente o que é um microbioma intestinal saudável, sabe-se que fatores ambientais, como a dieta, podem modificá-lo. Uma teoria que ganha força é de que a poluição atmosférica é outro desses fatores e que ela pode provocar doenças – uma má notícia para o intestino, já que a qualidade do ar vem piorando ao redor do mundo.

Se boa parte de nossa saúde é mapeada ainda no início de nossas vidas, o mesmo não ocorre com nosso intestino, afirma Marie Pedersen, professora associada da Universidade de Copenhague. “O microbioma é dinâmico e pode mudar ao longo da vida devido a exposições (a diferentes agentes). Há muita interação entre o intestino e ao que estamos expostos”, explica.

Essas exposições influenciam o desencadeamento das doenças inflamatórias intestinais (DII), que incluem a doença de Crohn e a colite ulcerativa, ambas ainda sem cura. Elas ocorrem quando o sistema imunológico não funciona adequadamente, e o próprio corpo é visto como um agente a ser combatido – processo que causa úlceras e inflamações no intestino.

“Imagine ter uma ferida que nunca cicatriza, só que do lado de dentro do corpo. Toda vez que você come ou bebe, é como esfregar sal na ferida”, exemplifica Jaina Shah, gerente de publicações e informações da organização Chron’s and Colitis, do Reino Unido.

A colite ulcerativa é localizada e afeta o intestino grosso, enquanto a doença de Crohn pode afetar qualquer parte do intestino. Ambas as condições podem impactar quase todo o corpo, incluindo hormônios, digestão, níveis de energia e saúde mental. Eles exigem medicação ao longo da vida e, em muitos casos, cirurgias de grande porte.

“Crohn e colite são causados pela herança genética do indivíduo, somada a uma reação anormal do sistema imunológico a certas bactérias no intestino, provavelmente desencadeada por algo no ambiente”, explica Shah.

Gatilhos ambientais

Esses gatilhos ambientais incluem a dieta e o estresse. Além deles, a hipótese da higiene argumenta que viver em ambientes assépticos prejudica o desenvolvimento do sistema imunológico.

Tanto genes quanto fatores ambientais podem prejudicar o intestino de forma semelhante, de acordo com Gilaad Kaplan, professor associado da Universidade de Calgary e autor de vários estudos sobre a relação entre o intestino e a poluição do ar.

“Mais de 200 genes são conhecidos por tornar alguém suscetível às DII. Esses genes estão relacionados à parede intestinal e alguns estão relacionados com a forma como o sistema imunológico combate as bactérias ruins nessa área”, afirma Kaplan.

“A barreira intestinal protege contra mutações genéticas, mas a exposição ambiental pode danificar essa barreira. Se um gene danifica o sistema imunológico, isso pode provocar doenças”, acrescenta.

Padrões na ocorrência de DII têm ajudado pesquisadores a entender a influência da poluição atmosférica nessa condição.

Dados mostram, por exemplo, que a incidência dessas doenças é maior em zonas urbanas que do que em rurais e que nações mais desenvolvidas têm taxas mais altas de DII. Uma análise constatou que as taxas mais altas estavam na Europa e na América do Norte, enquanto que o número de casos em países recentemente industrializados na África, Ásia e América do Sul tem aumentado continuamente.

chaminés de fábrica
O bioma intestinal muda ao longo da nossa vida, o que significa que ele pode ser afetado pelas mudanças do nosso ambiente (Crédito: Getty Images)

Hoje se acredita que a poluição atmosférica altera o microbioma intestinal, provocando resposta imune e inflamação que levam ao desenvolvimento das DII.

Em 2005, Kaplan participou de uma aula sobre o mecanismo de como a poluição do ar impacta o coração e percebeu que havia cruzamentos com as DII, sua área de atuação. “A primeira parte da minha pesquisa foi analisar dados para ver se havia mais casos de DII em áreas com mais poluição”, explica Kaplan.

Ele analisou dados de mais de 900 casos de DII no Reino Unido, abrangendo três anos. Embora não tenha encontrado uma associação entre os casos diagnosticados recentemente de DII e os níveis de poluição do ar em geral, ele descobriu que a doença de Crohn era mais encontrada em jovens com maior exposição ao dióxido de nitrogênio.

Kaplan também encontrou ligações semelhantes entre poluição do ar e apendicite e dor abdominal.

O fator complicador desses estudos, no entanto, é que as pessoas talvez não tenham vivido por muito tempo em áreas de alta poluição. Além disso, a correlação não prova que um conjunto de dados é causa de outro, por isso é importante explorar mecanismos por trás das informações, diz Kaplan.

Mortalidade

A poluição atmosférica é composta de várias substâncias, incluindo monóxido de carbono, óxido de nitrogênio (produzido por veículos a diesel), ozônio, dióxido de enxofre e partículas (de poeira, pólen, fuligem e fumaça).

A poluição é uma das principais causas de doença e mortalidade e tem sido associada a muitas condições de saúde, incluindo doenças pulmonares, ataques cardíacos, derrames, mal de Alzheimer, diabetes e asma. No entanto, os cientistas ainda não sabem quais são os poluentes específicos responsáveis.

“A maioria dos pesquisadores usa dados de locais de monitoramento fixos, que estão em quase todas as cidades. No entanto, eles ficam limitados a estudar alguns poluentes que representam todos os outros”, diz Kaplan.

“O dióxido de nitrogênio é o principal poluente do trânsito, então estudamos essa substância e a atribuímos à ocorrência de doenças. É como no caso da nicotina do cigarro: ela é o alvo de estudos, embora seja composta de vários outros produtos químicos. É um desafio restringir a fonte exata.”

camundongos
Pesquisas recentes descobriram que camundongos alimentados com material particulado apresentaram sinais de expressão gênica imune alterada (Crédito: Getty Images)

Está bem estabelecido que respirar o ar contaminado pela fumaça do cigarro também é um fator de risco para o desenvolvimento da doença de Crohn – o fator de risco ambiental mais estudado para as DII. Há, no entanto, questões ainda não respondidas neste campo de pesquisa.

Uma das mais intrigantes é por que fumar tem, na verdade, efeito protetor contra a colite ulcerativa.

Os poluentes chegam no corpo tanto pela respiração quanto pela ingestão de alimentos contaminados com material particulado. Kaplan e seus colegas mostraram que a exposição ao material particulado pode desencadear doenças gastrointestinais. Em laboratório, camundongos os inalaram por até 14 dias e se alimentaram de ração contaminada por 35 dias.

Exposição contínua

Os pesquisadores queriam simular a exposição contínua a altos níveis de material particulado e a comida contaminada, usando 18 mcg m3 (microgramas por metro cúbico de ar) por dia. Níveis de material particulado em cidades podem variar de 20 a mil em picos de concentração, o que significa que a dose total inalada é maior que 20 mil em 24 horas.

Eles descobriram que os camundongos que inalaram o material por um curto período de tempo sofreram alteração no gene imunológico, inflamação, tiveram aumento da resposta imune no intestino delgado e da permeabilidade do intestino. Os impactos da permeabilidade do intestino na barreira de revestimento da parede intestinal são considerados uma das causas das DII.

“O revestimento do intestino é projetado para servir como uma barreira, mantendo as bactérias ruins fora do corpo e permitindo que as boas façam seu trabalho”, diz Kaplan. “Se algo afeta a integridade do revestimento da parede, isso provoca pequenos buracos, por onde micróbios patogênicos entram, o que pode desencadear a resposta imune”.

Os camundongos expostos por 35 dias mostraram sinais de inflamação no cólon e alterações no microbioma intestinal.

Mirtilos
Poluentes também podem ser ingeridos por meio de alimentos contaminados (Crédito: Getty Images)

Mas a poluição pode não apenas desempenhar um papel no desencadeamento das DII, mas também alterar a natureza da doença através das mudanças que ela provoca no microbioma intestinal. Em outro estudo, Kaplan comparou casos de apendicite não-perfurada e perfurada em 13 cidades, e descobriu que a apendicite perfurada, que é mais perigosa, estava ligada a uma maior exposição à poluição do ar. Ele concluiu que a exposição à poluição pode modificar o tipo de doença intestinal.

“Se você vivesse em uma área com boa qualidade do ar, você poderia ter tido uma apendicite moderada. A poluição do ar pode agravá-la para uma apendicite perfurada”, conclui.

Kaplan acredita que isto também ocorre com outros distúrbios relacionados ao intestino, mas são necessárias pesquisas para testar essa hipótese. As pesquisas também não explicaram por que as DII são mais comuns em áreas urbanas; e, embora seja evidente que a urbanização desempenhe um papel, não se sabe quais características subjacentes da urbanização causam as DII.

“Essas condições não eram encontradas na última geração nesses países. Conheço gastroenterologistas que não tinham visto DII até muito recentemente, e agora veem casos diariamente”, comenta Simon Travis, professor clínico e gastroenterologista consultor do John Radcliffe Hospital, em Oxford, cujo trabalho envolve a pesquisa das DII em países recentemente industrializados.

Mas esta não é a história toda. Alguns trabalhos associaram o aumento das DII à revolução industrial, uma vez que a doença de Crohn foi identificada nos anos 1930, durante o advento da era automobilística. No entanto, os primeiros casos de colite ulcerativa surgiram no final do século 19.

“Há algo na industrialização, mas também temos que refletir sobre por que em algumas regiões do mundo até mais poluídas, como na China urbana e na Rússia, por exemplo, as DII são incomuns até hoje”, pondera Travis.

Ele descobriu que essas doenças ocorrem nas principais cidades da Índia, como Déli e Mumbai, mas são raras em outras cidades. Ainda assim, ele está convencido de que as DII são doenças da urbanização, de uma forma ou de outra.

Nas circunstâncias atuais, o consenso é que a poluição do ar não é uma das principais causas da doença intestinal, mas pode ser um dos vários fatores desencadeantes.

microrganismos
Embora a poluição do ar possa não ser a única causa da síndrome do intestino irritável (SII), é um dos fatores desencadeantes (Crédito: Getty Images)

“As DII são complexas e multicausais, e uma série de fatores ambientais influenciam seu desenvolvimento, incluindo a exposição a antibióticos na infância, amamentação e exposição à fumaça do cigarro”, afirma Kaplan.

Segundo o pesquisador, esses fatores vão se acumulando no corpo até ele desmoronar: “É difícil dizer que há um único responsável pela avalanche, já que cada um contribui em certo nível”.

“Alterar o microbioma intestinal é uma das principais causas da colite ulcerativa e da doença de Crohn. Muitas coisas causam isso. A poluição do ar é uma delas, mas sem a qual ainda veríamos casos da doença”, acrescenta.

Mais pesquisas devem se concentrar em países recém-industrializados, argumenta Travis.

“Se buscarmos as causas das DII, elas provavelmente serão encontradas em áreas do mundo onde as condições estão evoluindo e ocorrendo, porque no Ocidente, especialmente na América do Norte, as condições já evoluíram quase completamente.”

22 fevereiro 2019

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Pesquisa quer identificar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes com DII

Através de um pequeno questionário, gostaríamos de identificar as maiores dificuldades dos pacientes com doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa que residem principalmente nas cidades do interior do Brasil.

Sabemos que as dificuldades são inúmeras mesmo nas capitais, porém gostaríamos de conhecer a realidade de quem reside no interior. Essa vontade se deve ao fato de nossa sede ser no interior de MG e aqui enfrentamos diversos problemas, sabemos que em todo o Brasil também existem as mesmas dificuldades mas somente com dados reais poderemos sensibilizar a todos e lutar pela melhoria de acesso para todos.

Queremos ser a voz do interior e com este questionário demonstrar nossas dificuldades.

O resultado desta pesquisa será apresentado dia 20/03/2019 em Brasília, durante o FOPADII na palestra da cirurgiã dentista e nossa presidente Júlia Assis, que terá como tema: DIFICULDADES DE ACESSO AO TRATAMENTO.

Contribua e seja representado na Capital do Brasil.

É rápido e fácil: Basta clicar aqui e responder ao questionário.

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