Espera de Risco

Sem acesso a medicamentos excepcionais há pelo menos três meses, portadores de doenças inflamatórias intestinais têm tratamento comprometido. Associação de Caratinga oficia Ministério Público

CARATINGA- A falta de medicamentos especializados e de alto custo na Farmácia Popular tem prejudicado o tratamento de diversos pacientes. O DIÁRIO já expôs essa situação em reportagem de 22 de janeiro de 2019, que trouxe a listagem dos remédios fornecidos pelo Estado, que estão em situação de desabastecimento.
O quadro permanece e diante da gravidade, a Associação do Leste Mineiro de Pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais (ALEMDII), sediada em Caratinga, na segunda-feira (11), protocolou um ofício junto ao Ministério Público. O documento foi destinado à promotora de Justiça do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO – SAÚDE), Josely Ramos Pontes.
Os medicamentos Azatioprina 50 mg e Mesalazina (250 mg, 400 mg e 800 mg), necessários ao tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa estão zerados. “É de conhecimento dessa Promotoria a falta de medicamentos excepcionais, garantidos pelo Ministério da Saúde, e que não estão sendo distribuídos pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas Gerais. Salientamos que vários pacientes estão sem as respectivas medicações a mais de três meses, com agravo substancial em seu quadro de saúde, alguns inclusive com recidivas das doenças, sendo levados a internações e cirurgias”, frisou a presidente da Associação, Júlia Gonçalves Araújo Assis.
A ALEMDII solicitou ao MP que informe se há um prazo para que a distribuição destes medicamentos seja regularizada e, caso não haja, a viabilidade de acionar a SES através da Promotoria de Saúde com denúncia formal.

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Estado não tem abastecido Centro de Atenção Farmacêutico com medicamentos necessários ao tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa

Fonte: Jornal Diário de Caratinga

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Diante de falta de fornecimento dos medicamentos Azatioprina e Mesalazina, pelo Governo Estadual, ALEMDII faz representação junto ao MPMG

A Associação do Leste Mineiro de Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais (ALEMDII) esteve na segunda-feira passada (11/03), junto ao Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte, protocolando um ofício informando a falta dos medicamentos Azatioprina e Mesalizina usados para o tratamento da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa – que não vêm sendo distribuídos pelo Governo Estadual – causando prejuízos à saúde dos pacientes.

O jornalismo do Super Canal conversou com a presidente da associação, Júlia Assis, que informou que em Minas Gerais o fornecimento destes medicamentos está um verdadeiro caos.

Segundo ela, são meses com os medicamentos em falta e vários pacientes estão sofrendo e tendo o tratamento comprometido.

O fornecimento destes medicamentos, conforme explicado por Júlia, é de responsabilidade do Governo de Minas, através da Saúde MG, que não tem cumprido com seu papel.

Questionada sobre as próximas providências a serem tomadas, a presidente da ALEMDII, primeiramente, esclareceu que membros da associação foram muito bem recebidos pela Promotora de Justiça, e que aguardam resposta da Secretaria de Estado de Saúde sobre prazos da normalização da distribuição que é garantida a todos os pacientes de Doenças Inflamatórias Intestinais.

 

Fonte: TV Super Canal

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Como a poluição do ar pode prejudicar a saúde do seu intestino

carros
Acredita-se que a poluição do ar proveniente de fontes como a fumaça do carro pode alterar o microbioma intestinal, levando à inflamação (Crédito: Getty Images)

Embora não se entenda exatamente o que é um microbioma intestinal saudável, sabe-se que fatores ambientais, como a dieta, podem modificá-lo. Uma teoria que ganha força é de que a poluição atmosférica é outro desses fatores e que ela pode provocar doenças – uma má notícia para o intestino, já que a qualidade do ar vem piorando ao redor do mundo.

Se boa parte de nossa saúde é mapeada ainda no início de nossas vidas, o mesmo não ocorre com nosso intestino, afirma Marie Pedersen, professora associada da Universidade de Copenhague. “O microbioma é dinâmico e pode mudar ao longo da vida devido a exposições (a diferentes agentes). Há muita interação entre o intestino e ao que estamos expostos”, explica.

Essas exposições influenciam o desencadeamento das doenças inflamatórias intestinais (DII), que incluem a doença de Crohn e a colite ulcerativa, ambas ainda sem cura. Elas ocorrem quando o sistema imunológico não funciona adequadamente, e o próprio corpo é visto como um agente a ser combatido – processo que causa úlceras e inflamações no intestino.

“Imagine ter uma ferida que nunca cicatriza, só que do lado de dentro do corpo. Toda vez que você come ou bebe, é como esfregar sal na ferida”, exemplifica Jaina Shah, gerente de publicações e informações da organização Chron’s and Colitis, do Reino Unido.

A colite ulcerativa é localizada e afeta o intestino grosso, enquanto a doença de Crohn pode afetar qualquer parte do intestino. Ambas as condições podem impactar quase todo o corpo, incluindo hormônios, digestão, níveis de energia e saúde mental. Eles exigem medicação ao longo da vida e, em muitos casos, cirurgias de grande porte.

“Crohn e colite são causados pela herança genética do indivíduo, somada a uma reação anormal do sistema imunológico a certas bactérias no intestino, provavelmente desencadeada por algo no ambiente”, explica Shah.

Gatilhos ambientais

Esses gatilhos ambientais incluem a dieta e o estresse. Além deles, a hipótese da higiene argumenta que viver em ambientes assépticos prejudica o desenvolvimento do sistema imunológico.

Tanto genes quanto fatores ambientais podem prejudicar o intestino de forma semelhante, de acordo com Gilaad Kaplan, professor associado da Universidade de Calgary e autor de vários estudos sobre a relação entre o intestino e a poluição do ar.

“Mais de 200 genes são conhecidos por tornar alguém suscetível às DII. Esses genes estão relacionados à parede intestinal e alguns estão relacionados com a forma como o sistema imunológico combate as bactérias ruins nessa área”, afirma Kaplan.

“A barreira intestinal protege contra mutações genéticas, mas a exposição ambiental pode danificar essa barreira. Se um gene danifica o sistema imunológico, isso pode provocar doenças”, acrescenta.

Padrões na ocorrência de DII têm ajudado pesquisadores a entender a influência da poluição atmosférica nessa condição.

Dados mostram, por exemplo, que a incidência dessas doenças é maior em zonas urbanas que do que em rurais e que nações mais desenvolvidas têm taxas mais altas de DII. Uma análise constatou que as taxas mais altas estavam na Europa e na América do Norte, enquanto que o número de casos em países recentemente industrializados na África, Ásia e América do Sul tem aumentado continuamente.

chaminés de fábrica
O bioma intestinal muda ao longo da nossa vida, o que significa que ele pode ser afetado pelas mudanças do nosso ambiente (Crédito: Getty Images)

Hoje se acredita que a poluição atmosférica altera o microbioma intestinal, provocando resposta imune e inflamação que levam ao desenvolvimento das DII.

Em 2005, Kaplan participou de uma aula sobre o mecanismo de como a poluição do ar impacta o coração e percebeu que havia cruzamentos com as DII, sua área de atuação. “A primeira parte da minha pesquisa foi analisar dados para ver se havia mais casos de DII em áreas com mais poluição”, explica Kaplan.

Ele analisou dados de mais de 900 casos de DII no Reino Unido, abrangendo três anos. Embora não tenha encontrado uma associação entre os casos diagnosticados recentemente de DII e os níveis de poluição do ar em geral, ele descobriu que a doença de Crohn era mais encontrada em jovens com maior exposição ao dióxido de nitrogênio.

Kaplan também encontrou ligações semelhantes entre poluição do ar e apendicite e dor abdominal.

O fator complicador desses estudos, no entanto, é que as pessoas talvez não tenham vivido por muito tempo em áreas de alta poluição. Além disso, a correlação não prova que um conjunto de dados é causa de outro, por isso é importante explorar mecanismos por trás das informações, diz Kaplan.

Mortalidade

A poluição atmosférica é composta de várias substâncias, incluindo monóxido de carbono, óxido de nitrogênio (produzido por veículos a diesel), ozônio, dióxido de enxofre e partículas (de poeira, pólen, fuligem e fumaça).

A poluição é uma das principais causas de doença e mortalidade e tem sido associada a muitas condições de saúde, incluindo doenças pulmonares, ataques cardíacos, derrames, mal de Alzheimer, diabetes e asma. No entanto, os cientistas ainda não sabem quais são os poluentes específicos responsáveis.

“A maioria dos pesquisadores usa dados de locais de monitoramento fixos, que estão em quase todas as cidades. No entanto, eles ficam limitados a estudar alguns poluentes que representam todos os outros”, diz Kaplan.

“O dióxido de nitrogênio é o principal poluente do trânsito, então estudamos essa substância e a atribuímos à ocorrência de doenças. É como no caso da nicotina do cigarro: ela é o alvo de estudos, embora seja composta de vários outros produtos químicos. É um desafio restringir a fonte exata.”

camundongos
Pesquisas recentes descobriram que camundongos alimentados com material particulado apresentaram sinais de expressão gênica imune alterada (Crédito: Getty Images)

Está bem estabelecido que respirar o ar contaminado pela fumaça do cigarro também é um fator de risco para o desenvolvimento da doença de Crohn – o fator de risco ambiental mais estudado para as DII. Há, no entanto, questões ainda não respondidas neste campo de pesquisa.

Uma das mais intrigantes é por que fumar tem, na verdade, efeito protetor contra a colite ulcerativa.

Os poluentes chegam no corpo tanto pela respiração quanto pela ingestão de alimentos contaminados com material particulado. Kaplan e seus colegas mostraram que a exposição ao material particulado pode desencadear doenças gastrointestinais. Em laboratório, camundongos os inalaram por até 14 dias e se alimentaram de ração contaminada por 35 dias.

Exposição contínua

Os pesquisadores queriam simular a exposição contínua a altos níveis de material particulado e a comida contaminada, usando 18 mcg m3 (microgramas por metro cúbico de ar) por dia. Níveis de material particulado em cidades podem variar de 20 a mil em picos de concentração, o que significa que a dose total inalada é maior que 20 mil em 24 horas.

Eles descobriram que os camundongos que inalaram o material por um curto período de tempo sofreram alteração no gene imunológico, inflamação, tiveram aumento da resposta imune no intestino delgado e da permeabilidade do intestino. Os impactos da permeabilidade do intestino na barreira de revestimento da parede intestinal são considerados uma das causas das DII.

“O revestimento do intestino é projetado para servir como uma barreira, mantendo as bactérias ruins fora do corpo e permitindo que as boas façam seu trabalho”, diz Kaplan. “Se algo afeta a integridade do revestimento da parede, isso provoca pequenos buracos, por onde micróbios patogênicos entram, o que pode desencadear a resposta imune”.

Os camundongos expostos por 35 dias mostraram sinais de inflamação no cólon e alterações no microbioma intestinal.

Mirtilos
Poluentes também podem ser ingeridos por meio de alimentos contaminados (Crédito: Getty Images)

Mas a poluição pode não apenas desempenhar um papel no desencadeamento das DII, mas também alterar a natureza da doença através das mudanças que ela provoca no microbioma intestinal. Em outro estudo, Kaplan comparou casos de apendicite não-perfurada e perfurada em 13 cidades, e descobriu que a apendicite perfurada, que é mais perigosa, estava ligada a uma maior exposição à poluição do ar. Ele concluiu que a exposição à poluição pode modificar o tipo de doença intestinal.

“Se você vivesse em uma área com boa qualidade do ar, você poderia ter tido uma apendicite moderada. A poluição do ar pode agravá-la para uma apendicite perfurada”, conclui.

Kaplan acredita que isto também ocorre com outros distúrbios relacionados ao intestino, mas são necessárias pesquisas para testar essa hipótese. As pesquisas também não explicaram por que as DII são mais comuns em áreas urbanas; e, embora seja evidente que a urbanização desempenhe um papel, não se sabe quais características subjacentes da urbanização causam as DII.

“Essas condições não eram encontradas na última geração nesses países. Conheço gastroenterologistas que não tinham visto DII até muito recentemente, e agora veem casos diariamente”, comenta Simon Travis, professor clínico e gastroenterologista consultor do John Radcliffe Hospital, em Oxford, cujo trabalho envolve a pesquisa das DII em países recentemente industrializados.

Mas esta não é a história toda. Alguns trabalhos associaram o aumento das DII à revolução industrial, uma vez que a doença de Crohn foi identificada nos anos 1930, durante o advento da era automobilística. No entanto, os primeiros casos de colite ulcerativa surgiram no final do século 19.

“Há algo na industrialização, mas também temos que refletir sobre por que em algumas regiões do mundo até mais poluídas, como na China urbana e na Rússia, por exemplo, as DII são incomuns até hoje”, pondera Travis.

Ele descobriu que essas doenças ocorrem nas principais cidades da Índia, como Déli e Mumbai, mas são raras em outras cidades. Ainda assim, ele está convencido de que as DII são doenças da urbanização, de uma forma ou de outra.

Nas circunstâncias atuais, o consenso é que a poluição do ar não é uma das principais causas da doença intestinal, mas pode ser um dos vários fatores desencadeantes.

microrganismos
Embora a poluição do ar possa não ser a única causa da síndrome do intestino irritável (SII), é um dos fatores desencadeantes (Crédito: Getty Images)

“As DII são complexas e multicausais, e uma série de fatores ambientais influenciam seu desenvolvimento, incluindo a exposição a antibióticos na infância, amamentação e exposição à fumaça do cigarro”, afirma Kaplan.

Segundo o pesquisador, esses fatores vão se acumulando no corpo até ele desmoronar: “É difícil dizer que há um único responsável pela avalanche, já que cada um contribui em certo nível”.

“Alterar o microbioma intestinal é uma das principais causas da colite ulcerativa e da doença de Crohn. Muitas coisas causam isso. A poluição do ar é uma delas, mas sem a qual ainda veríamos casos da doença”, acrescenta.

Mais pesquisas devem se concentrar em países recém-industrializados, argumenta Travis.

“Se buscarmos as causas das DII, elas provavelmente serão encontradas em áreas do mundo onde as condições estão evoluindo e ocorrendo, porque no Ocidente, especialmente na América do Norte, as condições já evoluíram quase completamente.”

22 fevereiro 2019

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Pesquisa quer identificar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes com DII

Através de um pequeno questionário, gostaríamos de identificar as maiores dificuldades dos pacientes com doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa que residem principalmente nas cidades do interior do Brasil.

Sabemos que as dificuldades são inúmeras mesmo nas capitais, porém gostaríamos de conhecer a realidade de quem reside no interior. Essa vontade se deve ao fato de nossa sede ser no interior de MG e aqui enfrentamos diversos problemas, sabemos que em todo o Brasil também existem as mesmas dificuldades mas somente com dados reais poderemos sensibilizar a todos e lutar pela melhoria de acesso para todos.

Queremos ser a voz do interior e com este questionário demonstrar nossas dificuldades.

O resultado desta pesquisa será apresentado dia 20/03/2019 em Brasília, durante o FOPADII na palestra da cirurgiã dentista e nossa presidente Júlia Assis, que terá como tema: DIFICULDADES DE ACESSO AO TRATAMENTO.

Contribua e seja representado na Capital do Brasil.

É rápido e fácil: Basta clicar aqui e responder ao questionário.

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Presidente da ALEMDII expõe as dificuldades dos pacientes com DII e apresenta o trabalho da associação em evento no Rio de Janeiro.

A presidente da ALEMDII Júlia Assis, a convite da Pfizer Brasil, participou do Encontro “Roda Viva com Pacientes” no último dia 19, durante o POA I 2019 na cidade do Rio de Janeiro .

Na oportunidade, Júlia expôs à equipe de Inflamação, os desafios e as oportunidades de conviver com as Doenças Inflamatórias Intestinais, além de apresentar o trabalho que a ALEMDII vem desenvolvendo em prol dos pacientes com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.

Como a ALEMDII é uma associação com sede no Interior de Minas Gerais, tivemos a oportunidade de mostrar as dificuldades principalmente das pessoas que residem fora dos grandes centros.
O painel, conduzido por Cristina Rigatto, contou também com a presença da presidente do RecomeçAR/RJ, Célia Silva representando os pacientes com doenças reumáticas.

Júlia Assis e Célia Maria, presidentes da ALEMDII e Recomeçar RJ

Agradecemos à Pfizer Brasil, principalmente à Cristina Rigatto, pelo convite, pela oportunidade de expor a realidade dos pacientes com DII e o que temos realizado em prol dos pacientes.

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Principais diferenças entre a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) podem ser divididas em dois grupos principais: a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn (DC). Sempre recebemos dúvidas sobre as diferenças entre elas e resolvemos abordar, de forma clara e simplificada, as principais diferenças entre elas.

As Doenças Inflamatórias Intestinais são condições crônicas, autoimunes e de causas ainda não totalmente conhecidas. Acredita-se que pode ser desencadeada por uma interação entre predisposição genética, fator ambiental e bactérias intestinais. Mas nenhum desses fatores sozinho, ou mesmo stress, ou alguma comida, provocam o surgimento das doenças.

Nas pessoas com doença inflamatória intestinal, o sistema imunológico responde exacerbadamente atacando o próprio tecido e causando inflamação.

As DIIs compreendem patologias que tem como característica o surgimento de processo inflamatório no sistema digestório, principalmente os intestinos (delgado e grosso).

Os sintomas gastrointestinais típicos das Diis incluem diarreia, sangue nas fezes, cólicas abdominais entre outros. Em alguns pacientes podem apresentar, além dos sintomas gastrointestinais, Manifestações Extraintestinais (MEI). Os órgãos mais afetados pelas MEI são a pele, articulações, olhos e o fígado.

Os sintomas Podem ser mais intensos ou mais leves dependendo da pessoa. e é comum que existam períodos de surto e períodos De ausência de sintomas chamado remissão.

As principais diferenças entre a DC e a RCU são:

  • DC: Pode atingir da boca ao ânus
  • RCU: Limitada ao intestino grosso

 

  • DC: Mais comum ocorrerem dores ao redor do umbigo e na parte inferior direita do abdômen.
  • RCU: Mais comum ocorrerem dores nas laterais altas do abdome e na parte inferior esquerda do abdômen.

 

  • DC: Pouco sangramento
  • RCU: Sangramento frequente.

 

  • DC: Inflamação mais profunda, atingindo todas as camadas da parede intestinal
  • RCU: A inflamação atinge a mucosa e submucosa do intestino.

 

  • DC: A Inflamação pode ser em partes descontinuadas do intestino. (uma área saudável e entremeada por uma área afetada pela doença)
  • RCU: A inflamação inicia-se no reto e progride de forma contínua, podendo atingir todo o intestino grosso.

 

  • DC: Comum ocorrer fístulas e/ou estenoses
  • RCU: Comum ocorrerem pseudopólipos e abcessos

 

No nosso site temos temos mais informações sobre cada uma das Doenças Inflamatórias Intestinais

Para ler mais clique aqui:

⇒ Doença de Crohn

⇒ Retocolite Ulcerativa

 

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ALEMDII está entre as Top 10 associações da Alianza Latina em 2018

Após um 2018 de muito trabalho, a ALEMDII ficou entre as TOP 10 associações que participarão do “Coaching Leadership 2019” e entre as 5 associações que mais pontuaram no “Programa Compromissos” da Rede Alianza Latina, da qual somos membros.

 

Sobre a Alianza Latina

Alianza Latina é um projeto de trabalho em rede conduzido pela ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) que busca proporcionar a seus membros um espaço de debate e aprendizado contínuo para associações de apoio ao paciente da América Latina, que compartilhem ideais e missões similares, possam dialogar e juntas mudarem o cenário da saúde no continente.

Criada em 2006, atualmente a rede é composta por mais de 100 associações membros que operam em 20 países(17 deles na América Latina), Estados Unidos, Espanha e Portugal. A missão da ABRALE com a Alianza Latina é promover a capacitação, profissionalização e cooperação entre organizações de apoio ao paciente para melhorar, de forma contínua, a qualidade de vida dos pacientes na América Latina.

Anualmente (no mês de novembro), a Alianza Latina organiza um fórum de capacitação para seus membros com o objetivo de estimular o diálogo entre as associações favorecendo seu  desenvolvimento em benefício de milhões de pacientes na América Latina e outras localidades.

Programa Compromissos

O Programa Compromissos foi idealizado com o objetivo de fortalecer a Alianza Latina e seus membros, visando promover a integração das associações nas atividades da Rede. O Programa conta com uma série de compromissos, ao alcance de qualquer organização, que devem ser cumpridos ao longo do ano.

 

Esse prêmio é de todos nós!

Agradecemos a cada um que contribuiu com o trabalho da nossa equipe em 2018, auxiliando em nossas ações e principalmente a todos os pacientes e voluntários que estiveram presentes durante nossa jornada de 2018.

Que venha 2019 com muito trabalho em prol dos pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais!

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Cannabis não tem efeito na inflamação do intestino apesar de melhorar os sintomas, mostra estudo Israelense.

No primeiro estudo desse tipo, o óleo de cannabis melhorou significativamente os sintomas da doença de Crohn e a qualidade de vida dos pacientes, mas, ao contrário do pensamento médico anterior, não afeta a inflamação intestinal.

Em um estudo randomizado, controlado por placebo, pesquisadores de Israel mostraram que a cannabis pode produzir remissão clínica em até 65% dos indivíduos após 8 semanas de tratamento, mas que essa melhora não parece resultar de um amortecimento da inflamação subjacente. processo.

Falando na UEG Week 2018 em Viena, a pesquisadora principal, Dra. Timna Naftali, explicou:

“A cannabis é usada há séculos para tratar uma ampla gama de condições médicas, e estudos mostram que muitas pessoas com doença de Crohn usam cannabis regularmente para aliviar seus sintomas. Sempre se pensou que essa melhora estava relacionada a uma redução na inflamação no intestino e o objetivo deste estudo foi investigar isso ”.

A equipe israelense recrutou 46 pessoas com doença de Crohn moderadamente grave e as randomizou para receber 8 semanas de tratamento com óleo de cannabis contendo 15% de canabidiol e 4% de tetrahidrocanabinol ou placebo. A gravidade dos sintomas e a qualidade de vida foram medidas antes, durante e após o tratamento, utilizando instrumentos de pesquisa validados. A Inflamação no intestino foi avaliada endoscopicamente e medido marcadores inflamatórios em sangue e amostras de fezes.

Após 8 semanas de tratamento, o grupo que recebeu o óleo de cannabis teve uma redução significativa nos sintomas da doença de Crohn em comparação com o grupo placebo e 65% preencheram critérios rigorosos de remissão clínica (versus 35% dos receptores de placebo). O grupo cannabis também teve melhorias significativas na sua qualidade de vida em comparação com o grupo placebo.

“Demonstramos anteriormente que a cannabis pode produzir melhorias mensuráveis ​​nos sintomas da doença de Crohn, mas, para nossa surpresa, não observamos melhorias estatisticamente significativas nos escores endoscópicos ou nos marcadores inflamatórios que medimos no grupo do óleo de cannabis em comparação com o grupo placebo” disse o Dr. Naftali. “Sabemos que os canabinóides podem ter efeitos anti-inflamatórios profundos, mas este estudo indica que a melhora dos sintomas pode não estar relacionada a essas propriedades anti-inflamatórias”.

Olhando para o futuro, o grupo de pesquisa planeja explorar ainda mais as propriedades anti-inflamatórias potenciais da cannabis no tratamento da doença inflamatória intestinal. “Há muito boas razões para acreditar que o sistema endocanabinóide é um potencial alvo terapêutico na doença de Crohn e outras doenças gastrointestinais”, disse o Dr. Naftali.

 “Por enquanto, no entanto, só podemos considerar a cannabis medicinal como uma intervenção alternativa ou adicional que fornece alívio temporário de sintomas para algumas pessoas com doença de Crohn.”

Fonte:

United European Gastroenterology 

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Retrospectiva 2018 da ALEMDII

Oi Pessoal,

Esperamos que tenham tido um natal fantástico!

Chegamos ao fim de 2018 e é hora de relembrar o que nós fizemos, fazer um balaço e se organizar para 2019.

Para muitas pessoas 2018 foi o ano que tiveram seu diagnóstico, para outras um ano de lutas e vitórias. Muitos alcançaram a remissão, outros tiveram crises

Cada um de nós convive de formas diferentes com as Doenças Inflamatórias Intestinais, concordam? E isso, nos faz sermos tão especiais, cada um ao seu modo e todos juntos, pela mesma causa!

Foi um ano de trabalho intenso e cheio de amor, espalhando ainda mais informações sobre as DIIs, por todo canto!

E para comemorar, hoje, trouxemos uma retrospectiva, para vocês ficarem por dentro de tudo o que fizemos neste ano!

Vamos relembrar alguns momentos?

Retrospectiva 2018

Esperamos que em 2019 vocês se juntem a nós e que juntos possamos disseminar mais ajuda, conhecimento, troca de experiências e amizade!

A ALEMDII é assim… Trabalhamos para tirar do anonimato as DIIs, fazer amizades e trazer para o interior tudo que há de novidades!

Tudo porque acreditamos que o conhecimento é o caminho para conviver melhor com a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa!

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Doença de Crohn é tema de entrevista no programa Super Saudável – Super Canal

A convite da apresentadora Zeth Silveira, Júlia Assis presidente da ALEMDII esteve no programa Super Saudável, comandado pela apresentadora na TV Super Canal.

A entrevista exibida no mês de novembro, teve como assunto a Doença de Crohn. Em um programa acessível e recheado de informações, Júlia fala da sua vivência com a Doença, sobre a ALEMDII e leva informações sobre alguns pontos importantes a serem debatidos como acesso ao tratamento e muito mais.

 

 

O programa na íntegra pode ser visto no Canal do Programa Super Saudável. (Clique para assistir)  Aproveite para conhecer o programa Super Saudável e assistir a entrevistas sensacionais sobre os cuidados para uma vida saudável.

Em nome das pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais, agradecemos a toda equipe do Super Canal, e principalmente a Zeth Silveira pelo convite e por dar espaço e visibilidade à nossa causa!!

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