Existe um exame para a detecção precoce do câncer de Intestino? SIM! Veja abaixo o que pode ser feito!

8 de maio de 2018 | NOTÍCIAS | 0 Comentários

Um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento do câncer é sua detecção precoce, quando os tumores estão pequenos e os tratamentos são em geral menos complicados e os resultados melhores.

Hoje dispomos de métodos capazes de detectar diversos tipos de câncer em estágios iniciais, entre eles o câncer de intestino.

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Na maioria absoluta das vezes esses cânceres se iniciam como pólipos na mucosa do intestino. Os pólipos são estruturas semelhantes a verrugas, iniciam inflamatórios mas vão ao longo do tempo adquirindo mutações e capacidade de invadir os demais órgãos do corpo, se tornando cânceres com o passar dos anos. Veja a imagem abaixo.

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Sendo assim, a detecção e retirada precoce dos pólipos pode não só detectar o câncer de intestino em estágios precoces como também evitar seu aparecimento, se ainda forem muito pequenos.

Hoje há três estratégias disponíveis para o rastreamento. Todas são recomendadas apenas para pessoas com mais de 50 anos e sem história de câncer de cólon na família (as pessoas com história de câncer de cólon na família devem fazer outros tipos de exames).

A primeira estratégia é por exame de colonoscopia, no qual um endoscópio com uma câmera é introduzido pelo reto, sendo capaz de avaliar toda a extensão do intestino grosso. A segunda consiste na avaliação da presença de sangue nas fezes, em caso positivo deve ser complementada com colonoscopia. A terceira consiste de retosigmoidoscopia, também feita através de câmera com endoscópio, porém visualiza apenas o lado esquerdo do intestino.

Caso seja identificado um pólipo, ele será retirado no momento do exame com o endoscópio. Veja a imagem abaixo.

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Caso a colonoscopia seja negativa, só há necessidade de repetir o exame em dez anos, já a retosigmoidoscopia deve ser repetida a cada cinco anos, enquanto o exame de sangue nas fezes deve ser anual.

Apesar de serem exames desconfortáveis, não precisam ser repetidos com frequência e comprovadamente reduzem o risco de desenvolvimento e morte por câncer de cólon. São recomendados para todas as pessoas com idade superior a 50 anos.

Fonte: Dr Felipe Ades – Oncologista