Inclusão do guselcumabe e do risanquizumabe no Rol da ANS amplia opções de tratamento para pacientes com doença moderada a grave
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avançou na ampliação do acesso a terapias inovadoras para doenças inflamatórias intestinais ao incluir, no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, os medicamentos guselcumabe e risanquizumabe, indicados para o tratamento da retocolite ulcerativa.O guselcumabe teve sua incorporação aprovada em dezembro de 2025, com cobertura obrigatória desde 2 de janeiro. Já o risanquizumabe foi aprovado em fevereiro, com cobertura obrigatória a partir de 4 de maio de 2026.
Ambos os medicamentos são imunobiológicos que atuam na via da interleucina-23 (IL-23), um dos principais mecanismos envolvidos na inflamação intestinal. Eles são indicados para o tratamento de pacientes adultos com retocolite ulcerativa moderada a grave, uma doença crônica que causa inflamação no intestino e pode impactar significativamente a qualidade de vida.
A disponibilização dessas terapias aos usuários dos planos de saúde segue de acordo com as Diretrizes de Utilização (DUTs) da ANS. De forma geral, os medicamentos são indicados para pacientes que:
- apresentam doença ativa moderada a grave;
- já fizeram uso de tratamentos prévios, especialmente terapias com anti-TNF;
- e tiveram falha, perda de resposta, recidiva ou intolerância a essas opções.
Esses critérios têm como objetivo garantir o uso adequado e baseado em evidências científicas, priorizando pacientes com maior necessidade clínica e que não obtiveram resposta com as terapias já disponíveis.
A inclusão do guselcumabe e do risanquizumabe no Rol representa um avanço importante no tratamento das doenças inflamatórias intestinais, ao ampliar o leque de opções de terapias disponíveis para casos mais complexos.
A ampliação ao acesso de tratamento de pacientes com retocolite ulcerativa destaca a importância da participação social no processo decisório da ANS, especialmente por meio das consultas públicas, que permitem a contribuição de pacientes, especialistas e da sociedade civil na incorporação de novas tecnologias no sistema de saúde suplementar.
Referências:
